Vamos iniciar as postagens do nosso blog prestando uma homenagem a um dos grandes nomes do choro e da música brasileira que completa 30 anos de morte neste mês. Waldir Azevedo (1923-1980) elevou a importância do cavaquinho, que passou também a solista, além de expandir o vocabulário do instrumento, tirando novas sonoridades e efeitos. Compôs alguns dos choros mais famosos, tocados até hoje, como Brasileirinho, Delicado, Pedacinho do Céu, Vê Se Gostas e Carioquinha, entre outros. E divulgou a música brasileira no exterior, tendo feito shows nos quatro cantos do mundo, além de músicas suas serem bastante conhecidas lá fora (por Ironia talvez mais que aqui no Brasil)
Pedacinhos do Céu (Waldir Azevedo)
Waldir Azevedo, instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 27/1/1923 e faleceu em São Paulo em 21/9/1980. Nascido no bairro da Piedade e criado no Engenho Novo, aos sete anos comprou uma flauta transversal com o dinheiro obtido na venda dos passarinhos que apanhava.
Influenciado por amigos com que se reunia aos sábados para tocar, resolveu trocar a flauta pelo bandolim. Passou depois para o cavaquinho, instrumento que deixou de lado quando entrou em moda o violão elétrico. Por essa época também tocava violão, mas foi como flautista que se apresentou em público pela primeira vez, no Carnaval de 1933, executando o Trem blindado (João de Barro) no Jardim do Meyer.
Influenciado por amigos com que se reunia aos sábados para tocar, resolveu trocar a flauta pelo bandolim. Passou depois para o cavaquinho, instrumento que deixou de lado quando entrou em moda o violão elétrico. Por essa época também tocava violão, mas foi como flautista que se apresentou em público pela primeira vez, no Carnaval de 1933, executando o Trem blindado (João de Barro) no Jardim do Meyer.
Problemas cardíacos o impediram de realizar seu sonho de ser aviador, e empregou-se na Light. Em 1945, quando passava a lua-de-mel em Miguel Pereira/RJ, recebeu um telefonema de um amigo, avisando sobre uma vaga no regional de Dilermando Reis, em um programa da Rádio Clube do Brasil. Tocou cavaquinho durante dois anos no conjunto, assumindo sua liderança em 1947, com a saída de Dilermando Reis.
Trailler do documentário contando a história do grande mestre do cavaco Waldir Azevedo: UM BRASILEIRINHO (Com Direção de Lucas Rezende e Produção de Lucas Rezende e Cécy Fernandes.)
Sua primeira composição foi o choro Brasileirinho, cuja parte inicial é quase toda numa só corda, gravado na Continental, por sugestão de João de Barro, diretor artístico da gravadora. A década de 1950 representou o ponto mais alto de sua carreira, fazendo muito sucesso com as composições Delicado, Pedacinhos do Céu, Chiquita e Vê se gostas, entre outras.
Partituras
Pedacinhos do Céu...
Chiquita...
Brasileirnho...
Durante 11 anos percorreu a América do Sul e a Europa, incluindo duas excursões patrocinadas pelo Itamarati, na Caravana da Música Brasileira, e nas outras com o seu conjunto. Suas músicas foram gravadas no Japão, Alemanha, EUA., onde o disco de Percy Faith e sua orquestra, com a faixa Delicado, vendeu mais de um milhão de cópias. Participou de um programa na BBC de Londres, Inglaterra, transmitido para 52 países.
Teve 132 músicas gravadas, entre chorinhos, valsas e baiões, lançou cerca de 20 LP's e 50 discos de 78 rpm. Em 1964, por morte de sua filha, afastou-se dos meios musicais. Mudou-se para Brasília DF em 1971, onde sofreu um acidente com um cortador de grama em que quase perdeu seu dedo anular, impedindo-o de tocar durante um ano e meio. Recuperou-se somente depois de várias cirurgias e muitos exercícios, voltando a gravar.
No teatro João Caetano se apresentou no projeto “SEIS E MEIA”, e no espetáculo “CHORO NA PRAÇA”. O teatro é no Rio de Janeiro. Também tocou ao lado da Rosinha de Valença no MAM – Rio de Janeiro. Com ela também tocou em outro teatro, no Distrito Federal.
Foi convidado para tocar no programa na TV Bandeirantes de São Paulo no programa “FESTIVAL BRASILEIRINHO”, fez muitos outros shows como o projeto “AQUARIUS”.
Em 1977, Waldir fez parte de Show “SABOR BEM BRASIL”, que percorreu capitais e cidades do Brasil. Tocou com LUIS GONZAGA, ALTAMIRO CARRILHO, JOÃO BOSCO, CAÇULINHA E CLARA NUNES.
Em 1978, Waldir fez a sua última viagem ao exterior, foi para Alemanha. Foram com ele Hamilton Costa, seu amigo e parceiro, Pernambuco do Pandeiro e Carlinhos. Foram tocar no programa da cantora e apresentadora de televisão: Catarina Valente. Meses depois ela veio ao Brasil, e ao lado do Waldir cantou “BRASILEIRINHO” em ritmo ligeiro e em alemão.
Em 1978, Waldir, Altamiro e os “DEMÔNIOS DA GARÔA” percorreram varias cidades brasileiras com: “100 ANOS DE MPB”,
Em 1979, fez sua ultima apresentação em TV no programa da HEBE CAMARGO; na TV Bandeirantes - São Paulo. Foi no mês de março.
Nesse mesmo ano, 1979, a gravadora continental homenageou Waldir pelos 30 anos de carreira na mesma gravadora. O show foi gravado ao vivo, surgindo em 10 dias, o disco nas lojas. Essa homenagem foi realizada no teatro Municipal de São Paulo, com a participação de Artur Moreira Lima, Rafael Rabelo, Ademilde Fonseca, Paulinho da Viola, Cesar faria, Paulo Moura e vários outros.
Em 1979, Waldir continuou a fazer o show “100 anos de músicas popular brasileira”, com os mesmos colegas. Tocou até setembro de 1980, mês de sua morte. Depois que faleceu, o “BRASILEIRINHO” apareceu em três comerciais de televisão, e tornou-se obrigatório em todo encerramento de espetáculos de choro.
Waldir Azevedo faleceu no dia 20 de setembro de 1980, na Beneficência Portuguesa de um aneurisma da aorta abdominal. Em São Paulo – capital.
Foram prestadas várias homenagens a ele em várias capitais brasileiras. Entre elas: moções através de suas câmaras dos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e outras.
Mais Informações sobre Waldir no site: